Obesidade: Otimização da Abordagem Terapêutica no Serviço Nacional de Saúde

No Dia Mundial do Combate à Obesidade foi lançado, pela Direção-Geral da Saúde, o Manual “Obesidade: Otimização da Abordagem Terapêutica no Serviço Nacional de Saúde”.

Tal como elucidado neste manual, “a evidência epidemiológica sustenta, de forma crescente e robusta, que a obesidade  representa um problema de saúde pública à escala global”. Segundo o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, o excesso de peso atinge mais de um quarto das crianças e adolescentes portugueses e mais de metade da população adulta (22,3% em situação de obesidade + 34,8% em situação de pré-obesidade).

O documento inclui uma reflexão sobre indicadores para avaliação e classificação do excesso de peso e procura consensualizar algumas orientações para o tratamento desta patologia, com enfoque na terapêutica nutricional, à luz da mais recente evidência científica.
Está claro que é imprescindível estabelecer um balanço energético negativo para induzir uma redução ponderal. Verifica-se que as restrições menos intensas (versus dietas excessivamente restritivas e desequilibradas), que embora levem a reduções iniciais de peso menos marcadas, podem conduzir a resultados mais sustentáveis. “Uma progressão gradual da restrição energética possibilita que o indivíduo tenha mais tempo para implementar novos comportamentos, mudanças no seu ambiente alimentar e, em última instância, adquirir novos hábitos.”

Tratando-se de uma doença crónica de etiologia multifatorial, o manual mantem o enfase numa abordagem que exige um  ambiente e postura terapêutica centrados no utente.  A composição dos alimentos não pode ser descurada, no entanto, relativamente aos macronutrientes, constata-se que a evidência disponível parece ser ainda ambígua relativamente ao impacto destes na redução ponderal e, sobretudo, na saúde em geral.

Conclui com as seguintes orientações:

  • Adultos com IMC entre 25 e 29,9kg/m2 e perímetro da cintura/estatura >0,5: deve ser oferecida a possibilidade de integração no Processo Assistencial Integrado da Pré-obesidade, que operacionaliza os pressupostos de rastreio e deteção precoce do excesso de peso, assumindo uma abordagem integrada, longitudinal e multidisciplinar (e.g. encaminhamento para a consulta de Nutrição dos casos sem sucesso na abordagem inicial) em função da necessidade clinica individual.
  • Adultos com obesidade classe 2 com comorbilidade associada ou obesidade classe 3: a Orientação de Boas práticas na abordagem do doente com obesidade elegível para cirurgia bariátrica estabelece os pressupostos para a referenciação dos utentes para os Centros de Tratamento da Obesidade.

O manual encontra-se disponível aqui.

Patrícia Reis
Colaboradora +mgf

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