+revistas #8

No editorial da RPMGF de Setembro/Outubro a Dra. Paula Broeiro descreve e reflecte sobre a sua experiência como júri de Concurso de Consultor da Carreira Médica. Esta actividade, que surgiu de uma forma algo inesperada, acarretava não só uma sobrecarga de trabalho mas também a responsabilidade de avaliar a progressão de colegas.

A avaliação foi efectuada de acordo com o definido na legislação, com a entrega de um Curriculum Vitae (CV) e uma prova pública, compreendendo a discussão do CV e uma prova prática sob a forma de análise de um caso clínico.

A autora destaca sobretudo o desconforto gerado pela falta de coerência da atribuição de pontuação da grelha pública do Colégio de MGF da Ordem dos Médicos. Por um lado, no campo do exercício clínico a ponderação para a elaboração de um folheto é semelhante à da atividade assistencial e, por outro lado, na formação é dada preferência à quantidade e não à sua relevância. Sobressai, ainda, a escassa valorização da aquisição de competências. Estes aspectos conduzem à constatação de que a grelha em questão merece uma revisão reflexiva com o envolvimento colaborativo de especialistas em avaliação.

A prova prática concedeu ao júri uma maior liberdade, permitindo que se desenhassem casos homogéneos onde os candidatos puderam ser avaliados em diferentes dimensões de competência: comunicação, conhecimento, raciocínio clínico, interpretação de resultados, identificação e resolução de problemas, trabalho em equipa e mobilização de recursos. Neste sentido após leitura do respectivo caso cada candidato teve que estabelecer uma avaliação e um plano de consulta para expor ao júri.

A participação neste processo permitiu que a editora da revista verificasse que a competência profissional de cada candidato constituiu na maioria dos casos um reflexo da maturidade da equipa respectiva e do seu percurso profissional. Este facto realçou a importância do contexto e das circunstâncias da prática profissional como promotores do desenvolvimento profissional contínuo, podendo as unidades de saúde assumir o papel de comunidades de prática. Reconhece-se, assim, que o isolamento profissional é o principal obstáculo ao desenvolvimento profissional contínuo.

Embora o concurso de consultor tivesse sido uma experiencia positiva, esta levantou questões relevantes, nomeadamente no que toca à necessidade de revisão do modelo de creditação.

Ana Rente, colaboradora +mgf

Diana Tomaz, colaboradora +mgf

rpmgf

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