Médicos no limite – Estudo “burnout” na classe médica

O conceito de síndrome de exaustão (“Burnout”) é definido por um estado de exaustão física e emocional, perda de interesse e frustração, que pode ocorrer em indivíduos que trabalham em condições exigentes e stressantes, interferindo com o seu desempenho profissional e vida pessoal.

A secção regional do Centro da Ordem dos Médicos realizou um estudo de incidência nos médicos da sua secção, que abrange as 3 dimensões da sindrome – exaustão emocional, despersonalização (atitudes negativas, cinismo, insensibilidade e irritação) e não realização profissional.

Participaram 2330 profissionais, dos quais 1.577 com respostas validadas, o que corresponde a 20% do total de inscritos na secção.

O estudo concluiu que 40,5% dos profissionais teBurnoutm sinais de exaustão emocional, enquanto 17,1% apresenta despersonalização e 25,4% não se sente realizado profissionalmente. Há 117 profissionais (7.4%) que revelam níveis elevados nas 3 dimensões do burnout e 44,3% dos inquiridos apresentam elevadas 1 ou 2 dimensões (exaustão emocional e/ou despersonalização).

Os médicos mais novos, com idades entre os 26 e 35 anos, são os que têm maior taxa de incidência de burnout, bem como os profissionais que trabalham no SNS são os que têm níveis superiores de exaustão emocional e mais baixos de realização profissional.

A Medicina Geral e Familiar é a especialidade que apresenta níveis mais altos nas 3 dimensões de burnout.

 

 

Não deixe de participar no Estudo Nacional do Burnout na Classe Médica, levado a cabo pela Ordem dos Médicos, em colaboração com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que decorre até ao próximo dia 31 de Julho. Aceda ao inquérito aqui.

Patrícia Reis
Colaboradora +mgf

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Um pensamento sobre “Médicos no limite – Estudo “burnout” na classe médica

  1. Não era de esperar outra coisa! Nem tão pouco ficarmos surpresos com os resultados.
    No que concerne à MGF, é de admirar como isto não está ainda pior.
    Além disso cabe na cabeça de alguém que nem sequer haja uma pausa de 5 minutos (!!!) de manhã ou de tarde, para ingerir algo, ir fazer um “xixi” ou algum exercício de relaxamento. Nem na pior fábrica do país! O jejum prolongado não faz bem à saúde, reter a urina também não, imobilidade 5 horas ainda menos.
    Andamos todos a bater mal e distraídos, mas a culpa também é nossa.
    Tentamos dar o nosso melhor mas cada vez é mais difícil. Haverá alguém que se possa preocupar (a sério) com estes problemas. É que qq dia teremos médicos em número suficiente mas a baterem mal. É isso não é saudável para ninguém.
    LLevy
    Assistente Sénior

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