Borbulhas: são coisas da idade

A Ana tem 11 anos. Ainda não é menstruada, mas já tem borbulhas. Por isso, a sua mãe trá-la à consulta para lhe darmos algo que faça desaparecer as borbulhas de uma vez, e que não aconteça como ao seu irmão mais velho, que agora tem 19 anos mas aos 15 teve que fazer um tratamento muito forte. Chamava-se “Roacutan”. As borbulhas desapareceram, mas durante 6 meses ficou com o “lábios feitos num oito”.

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Mãe prevenida vale por duas, e crê que se atuarmos rápido evitaremos males maiores. A Ana não parece muito preocupada, pelo menos por agora. As vezes toca nas borbulhas, para desespero da mãe, mas neste momento só existem na testa, algumas isoladas no nariz e na região do mento. Na farmácia recomendaram-lhe um creme de lavagem cutânea e um tónico facial. A sua pediatra receitou-lhe umas toalhitas de eritromicina. Inicialmente parecia que resultavam, mas com o passar dos meses deixaram de funcionar e abandonaram o tratamento, e neste período aguardaram pela marcação da consulta de dermatologia.

O que vos parece? Temos que utilizar o antigo “Roacutan”? Ou recorremos a outros cremes?

Próxima semana teremos a resposta. Entretanto comentem e sugiram um tratamento.


(agradecemos a honestidade intelectual de não colocar nos comentários respostas do post original 🙂 )

Origem do +dermapixel

Post original e créditos da foto para: Rosa Taberner

Traduzido por: Inês Teixeira
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4 pensamentos sobre “Borbulhas: são coisas da idade

  1. Para começar proponho:
    – Higiene facial diária com produto específico para peles oleosas.
    – Peróxido de benzoilo em gel à noite nas zonas afectadas. Iniciar por 0,5% dias alternados e espaçar ou encurtar a frequência conforme a resposta da pele.
    – Protecção solar muito alta (50+) diariamente de manhã, para evitar manchas solares pelo tratamento, especial peles oleosas.

    Tenho iniciado este esquema em acnes ligeiros com bastante sucesso.
    O quê acham? Alguém que faça algum outro esquema?

    Abraço e boa semana!

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  2. Concordo com a resposta da colega Adriana rubin… Podendo associar a eritromicina tópica… Penso que a pediatra cometeu um erro em passar-lhe antibioterapia tópica isolada, podendo potenciar novas resistências.
    Não esquecer de avisar que o peroxido benzoilo pode causar lixiviamento da roupa.

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  3. Completamente de acordo. AB isolada nao! Nem me parece haver necessidade nesta altura. Alternativamente ao peroxido de benzoilo em gel para aplicar a noite ou associado a este ela poderia utilizar o gel para lavagem (Benzac wash por exemplo)

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  4. Concordo com a Luisa.
    As propriedades antiinflamatorias e anticomedogenicas do peroxido de benzoilo permite o controlo de doença autolimitada, com menos efeitos secundarios do que suponho ter-se tratado de isotretenoina no caso do irmao.
    No limite poderia usar a associaçao com do peroxido com o adapaleno, mas como é mais caro começaria apenas com o “benzac”

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