Eutanásia – qual a tua opinião?

Foi divulgado no início de Fevereiro o manifesto do movimento cívico “Direito a morrer com dignidade”, que pretende ser um primeiro passo na despenalização e regularização da morte assistida em Portugal. Se temos direito à vida, teremos direito a escolher a morte? Manter alguém vivo – que esteja plenamente consciente das suas capacidades intelectuais, direitos e deveres -, contra a sua vontade, não será ir contra a liberdade (outro direito fundamental) da pessoa? São as principais questões que o manifesto enuncia e quer ver debatidas. Dentro da comunidade médica também não há consenso. Qual o papel do médico? E do médico de família em particular?  O que pensam sobre este assunto dos internos de medicina geral e familiar?
Deixa-nos a tua opinião.

Participa neste questionário muito simples!! Depois divulgaremos os resultados.
Sugerimos ainda, dentro deste tema, o filme ganhador do Óscar para melhor filme estrangeiro em 2004: Mar Adentro. Vejam o trailer no final deste post.

Qualquer comentário que tenham a fazer ou se simplesmente quiserem expressar o vosso ponto de vista por favor não hesitem em usar a opção de comentários ao artigo para o fazer.

 

 

Mar Adentro:

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3 pensamentos sobre “Eutanásia – qual a tua opinião?

  1. Custa-me que se estejamos a discutir a eutanásia (ajudar a morrer) quando ainda proporcionamos tão insuficientes cuidados paliativos (ajudar a viver com conforto e dignidade).
    Quando alguém nos pede para o ajudarmos a morrer o que está é a dizer que não aguenta mais viver como está a viver. E será que o ajudamos suficientemente a viver melhor? Com mais conforto, mais dignidade, mais autonomia? Acho que as nossa energias (pessoais, institucionais e nacionais) deveriam ser canalizadas nessa direcção.
    Também é muito importante distinguir entre praticar a eutanásia (ajudar a morrer) de evitar a distanásia (manter vivo a todo o custo). Evitar a distanásia é um comportamento de boa prática médica. Estamos a tê-lo quando nos abstemos de fazer quimioterapia, ou hemodiálise ou reanimação a doentes com doenças progressivas de mau prognóstico e má qualidade de vida a quem as ditas técnicas vão apenas prolongar ou aumentar o sofrimento.
    Por outro lado, será a eutanásia eticamente aceitável para um médico? Mesmo quando a sociedade civil a aceita?
    Não jurámos “guardar respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início” ?
    (Juramento de Hipócrates – Fórmula de Genebra,. Associação Médica Mundial 1983)

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    • Obrigada pelo comentário, com o qual estou absolutamente de acordo. Temo pela situação dos doentes que não aceitam os cuidados paliativos, pela dependência ou autonomia que lhes é retirada e que é, para muitos, uma questão mais importante do que a dor que sofrem.

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  2. Concordo totalmente com o comentário da colega Alexandra Fernandes.
    Antes de vivenciar de perto os cuidados paliativos respondia facilmente que sim à pergunta se concordava com a eutanásia. Neste momento não consigo responder. Realmente ainda falta muito por amadurecer nesta área (paliativos), que, sem dúvida, alivia o sofrimento de muitos doentes, tornando-o suportável para muitos. Será que ajuda todos? Será que o valor da vida se sobrepõe ao princípio da autonomia? Serão equiparáveis? Teremos o direito de praticar eutanásia? Mesmo se tivesse o direito (por lei), não sei se seria capaz de o fazer.

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